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28 Ago 2018 | 11h31

Fórum de Agricultura I: Modelo de intercooperação da Frísia, Castrolanda e Capal é tema de painel

 
 
A programação do 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, teve início, na manhã desta sexta-feira (24/08), com o painel “Cooperativismo – surge uma nova economia: a economia da cooperação”, com a participação dos presidentes da Castrolanda, Frans Borg, da Capal, Erik Bosch, do superintendente da Frísia, Emerson Moura, tendo como mediador o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Os dirigentes cooperativistas relataram os desafios e conquistas do modelo de intercooperação implantado pelas três cooperativas na região dos Campos Gerais do Paraná.

Modelo exemplar Em 2017, em nova fase do processo de intercooperação, as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal lançaram a Unium, marca institucional para os projetos em que atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são Alegra (Carnes), três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000. Juntas, as três cooperativas que uniram forças na marca Unium, congregam 5 mil famílias de cooperados, com um faturamento anual superior a R$ 7 bilhões. “O modelo desenvolvido pela Frísia, Castrolanda e Capal é um exemplo para as cooperativas brasileiras. São boas práticas que nos inspiram e imaginamos os desafios internos que foram superados por dirigentes e cooperados, o trabalho de convencimento, engajamento e também de desapego para que a união de propósitos se concretizasse”, destacou o superintendente da OCB, Renato Nobili.

Longo prazo Segundo Frans Borg, a intercooperação está nos princípios do cooperativismo e há várias formas de implantá-la. “Quando começamos a investir em industrialização, buscando agregar valor à produção dos cooperados, percebemos que seria loucura cada cooperativa construir sua própria cadeia industrial, pois iríamos ser concorrentes no mercado”, relatou. “Os produtores são a razão de ser do cooperativismo e a necessidade deles é igual nas três cooperativas, por que então não construir algo em conjunto”, questionou. “O segredo é pensar em longo e médio prazo. Se pensar em curto prazo, a intercooperação não acontece”, ressaltou.

Sustentabilidade - Na opinião de Erik Bosch, embora a sinergia entre as cooperativas tenha ocorrido no passado, quando as três atuaram juntas numa central cooperativa, o que explica o sucesso do projeto de intercooperação da Unium é a sustentabilidade dos negócios. “Percebemos que precisávamos voltar a atuar em conjunto, mas por meio de um modelo em que os produtores são os donos do negócio e têm um sentimento de pertencimento do projeto do qual participam. Nesse modelo, a palavra-chave é confiança, transparência e comunicação entre os parceiros”, analisou. Quanto aos resultados, o dirigente cita um relato de uma cooperada que o procurou para falar sobre a Unium. “Ela disse que agradecia a Deus pelo momento em que a cooperativa chegou a sua região, trazendo preços justos para a compra e a venda. São depoimentos que nos motivam a continuar e a aperfeiçoar nosso modelo de trabalho em conjunto”, disse.

Quebra de paradigmas - Para Emerson Moura, para começar a pensar num projeto de intercooperação, é preciso quebrar paradigmas e preconceitos. “São os muitos os desafios para implantar uma ação em parceria entre cooperativas. Não se pode ficar dizendo que o processo é difícil e inviável. É necessário avançar de forma transparente nas discussões do modelo próprio para cada realidade. Outro aspecto é a disposição em discutir sobre as decisões de forma transparente e acatá-las quando determinadas e aprovadas”, afirmou. “Quando se superam os desafios de comunicação, são abertas portas para outros processos operacionais e negócios, envolvendo todas as áreas das cooperativas. No nosso caso, um exemplo são os negócios de compra de matérias-primas para as fábricas de ração”, ressaltou.

A Unium em números
- 5 mil famílias de cooperados
- Mais de R$ 7 bilhões em faturamento anual
- Mais de R$ 800 milhões em investimentos
- 3 milhões de litros de leite processados diariamente
- 115 mil toneladas de grãos moídos por ano
- 3,2 mil suínos por dia e 1,8 mil toneladas de carne industrializadas por mês
- Exportação para 25 países
- 5 unidades industriais em Ponta Grossa e Castro (PR e Itapetininga (SP)
- As marcas da Unium: Alegra (carne suína), Colônia Holandesa (leite e derivados), Naturalle (leite), Colaso (leite e derivados), e Herança Holandesa (farinha de trigo).

Por Ocepar

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