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19 Dez 2019 | 10h41

Cooperativa Castrolanda visa aumentar a eficiência do modelo reprodutivo de ovinos



Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. A Castrolanda Agroindustrial, localizada na cidade de Castro/PR, tem quase sete décadas de história. Com mais de 3 bilhões em faturamento anual, cerca de 1100 cooperados e média de 3,5 mil colaboradores, tem atuação diversificada em diferentes áreas e há mais de 10 anos realiza trabalhos na atividade de ovinocultura.

Com o cooperativismo, riquezas da terra se transformam em valor. Matéria-prima se transforma em produto. Potencial se transforma em resultado. Atualmente a Castrolanda possui 31 cooperados no setor de ovinos e um plantel aproximado de seis mil matrizes no grupo – majoritariamente das raças Texel, Ile de France e seus cruzamentos.

Apesar dos números não serem tão elevados, o foco da cooperativa no momento não é o crescimento do rebanho, e sim, o aumento da produtividade do setor. Para tanto, o setor de carnes organiza o modelo produtivo de maneira em que o cooperado tenha facilidade tanto na área técnica, quanto no processo de abate e comercialização. “Nosso foco é produzir uma carne com forte valor agregado, cortes com padrão e rendimento. Há um trabalho integrado de gestão zootécnica do rebanho e estudos focados em resultados, procurando elevar o quilograma do cordeiro produzido por ovelha”, destaca o Coordenador do Setor de Ovinocultura da Cooperativa Castrolanda, Tarcísio Bartmeyer.

Aprimoramento estrutural e técnico

No Brasil, de maneira geral, ainda não há um arranjo produtivo organizado em muitas regiões. Muitos produtores sem conhecimento adequado entram na atividade e saem, devido ao ativo imobilizado não ser tão elevado, como em uma leiteria, por exemplo. “Já é possível ver algum avanço nos últimos anos. Há uma preocupação maior a nível de associações de raças e produtores, visando elevar a produtividade e melhorar a renda do ovinocultor para que permaneça na atividade”, completa Tarcísio.

Busca-se então a valorização da cadeia produtiva do início ao fim. “A Castrolanda domina a produção de pastagens. Conseguimos ter disponibilidade de forragens de qualidade o ano todo. Promovemos o modelo de produção integrada entre lavoura e pecuária. Com isso, a ovinocultura entra agregando valor ao sistema produtivo”, enfatiza Bartmeyer. Além do aumento da prolificidade, a eficiência do modelo de abate e processamento, comercialização junto aos clientes são aspectos avaliados pela Cooperativa.

Entre as ações tomadas, está o forte investimento em pesquisas. No país, ainda faltam programas de genética para avaliação dos reprodutores. A maioria das provas são feitas com base em características visuais e a seleção por tipo racial. Embora as tecnologias estejam disponíveis e haja pessoal capacitado em alto nível, análises mais refinadas e objetivas, como a avaliação de desempenho em conexão com a genealogia para classificação e seleção de reprodutores são ainda raras nos rebanhos de produção.
 
Buscando estreitar a relação entre pesquisa, tecnologia e produção, há três anos a Castrolanda iniciou uma ampla parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em que são estudadas particularidades genéticas. “Estamos abertos a novas experiências e associações de produtores que desejem nos contactar, para elevar a produtividade no campo. Queremos garantir a permanência do ovinocultor na atividade” enfatiza o coordenador. Novo ciclo de testes está em andamento e os primeiros resultados estão programados para os próximos dois anos.



“A ovinocultura passa também por um processo de retomada comercial”, destaca Gestor da Área de Negócios Carnes da Castrolanda, Mauro Cézar de Faria.  Hoje, o enfoque da marca está em ampliar a comercialização do portfólio na região dos Campos Gerais, Curitiba e região metropolitana e atingir um nicho específico de mercado que valoriza e reconhece a qualidade do cordeiro. “Possuímos um produto de extrema qualidade. Uma carne macia, com sabor suave e equilibrado teor de gordura. Todas com um sistema de rastreamento, que permite identificar o produtor e demais informações” finaliza.
 
Edgar Ribas – Comunicação Castrolanda
 
 

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