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25 Out 2018 | 09h19

Castrolanda sediou evento e Cooperativas do Centro-Sul avaliam atividades

O município de Castro, nos Campos Gerais, foi palco do encerramento da 52ª rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos da Ocepar, prática que acontece duas vezes por ano desde 1991, com a entidade percorrendo o Paraná inteiro para buscar aproximação com as cooperativas, entender suas dificuldades e direcionar o seu trabalho. Neste ano, o ciclo iniciou no Norte, em Maringá (dia 16), depois veio a região Oeste (dia 17), com reunião em Toledo, prosseguiu no Sudoeste (dia 18), com encontro em Mariópolis, e foi concluído no Centro-Sul, dia 19, em Castro.  
 
Anfitriã - Frans Borg, presidente da Castrolanda cooperativa anfitriã, deu as boas-vindas aos 40 participantes, oriundos de 14 cooperativas de 4 ramos cooperativos (agropecuário, crédito, saúde e infraestrutura) e saudou a recém-eleita deputada federal Aline Sleutjes, de Castro, como a nova voz da região e do cooperativismo no parlamento brasileiro. O presidente da Frísia Cooperativa Agroindustrial, Renato Greidanus, usou das mesmas palavras para saudar a deputada, e lembrou a todos a importância das alianças estratégicas dentro do sistema (a intercooperação) como modelo de parceria a ser ampliado pelos demais segmentos de cooperativas da região, onde todos saiam fortalecidos.
 
História - Tradicional nas reuniões de núcleo da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, a apresentação da cooperativa anfitriã, primeiro item da pauta, permitiu aos participantes através de vídeo e palestra proferida por Frans Borg, breve contato com os 67 anos de história da Castrolanda, atualmente presente em 20 cidades do Paraná e São Paulo. Ele destacou a necessidade da organização estar atenta às mudanças do mercado, gerar valor ao cooperado, e manter o desenvolvimento sustentável. Frans mostrou que a Castrolanda teve um crescimento muito rápido nos últimos 10 anos, triplicando seu faturamento e quintuplicando o patrimônio líquido. E que busca aprimorar sua governança visando controlar melhor seus negócios, distribuídos em segmentos como leite, carnes, batata e grãos.
 
Apresentação - Prova disso, apresentou o novo CEO da cooperativa, Thomas Domhoff, a nova titular da Central de Serviços Compartilhados Luciana Bastos, e Marina Bordin, nova gerente de Desenvolvimento Humano e Relações com o Cooperado. O dirigente ainda expôs a visão da cooperativa para o futuro trabalhando na agroindústria e varejo através de alianças estratégicas, onde todos possam ganhar e não apenas alguns. Para consolidar esse rumo Borg considera a intercooperação com as co-irmãs Frísia e Capal o caminho capaz de fortalecer a todas, sob a plataforma Unium, que atualmente abriga marcas de carnes, leite e trigo.
 
Educação política - Uma avaliação do Programa parana.coop+10, de educação política desenvolvido de forma pioneira pela entidade visando a eleição de parlamentares comprometidos com o cooperativismo foi considerada “de bons resultados” pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, em manifestação de vídeo exibida durante o evento. A ação política institucional, conforme detalhou o superintendente Robson Mafioletti, colaborou para a eleição de 11 parlamentares identificados com as causas do Cooperativismo. Entre eles os deputados: Sandro Alex, Leandre Dal Ponte, Gustavo Fruet, Sérgio Souza, Ney Leprevot, Pedro Lupion, Rubens Bueno, José Schiavinato, Luiz Nishimori, Aline Sleutjes, e o senador Oriovisto Guimarães. A deputada federal Aline Sleutjes, eleita com 33.628 votos falou aos participantes agradecendo o apoio recebido, disse que se elegeu “para servir e não para ser servida”, e garantiu que a educação, o agronegócio e o cooperativismo serão suas bandeiras de trabalho.
 
Palestrante - Principal palestrante do evento, o professor do Isae e professor convidado da FGV Management, Rodrigo Casagrande, doutor em Administração, abordou “Megatendências e Cenários na Gestão de Cooperativas” destacando que o cooperativismo tem um protagonismo importante no processo de retomada da economia brasileira, porque é capaz de distribuir renda e fazer com que o homem, pelo olhar do agro, consiga se manter na atividade rural, que é fundamental para o país. E vai além disso, avançando nos segmentos de crédito, transporte, infraestrutura. O futuro do cooperativismo, no entendimento de Casagrande passa pelos temas que serão tratados no próximo Congresso Brasileiro de Cooperativismo, especialmente Gestão e Governança, Inovação, Mercado, Comunicação, Marco Regulatório e Intercooperação.
 
Proposta - A tarefa proposta para a rodada de levantar propostas ao XIV Congresso Brasileiro de Cooperativismo, a ser realizado em maio de 2019, em Brasília, ficou comprometida por falta de tempo. A propósito, entretanto, o coordenador do núcleo Centro-Sul, Luiz Roberto Baggio, advertiu que o futuro do cooperativismo não vai depender apenas de sua capacidade de articulação política, mas de sua capacidade de se estruturar na defesa dos pontos principais que vão afetá-lo daqui para a frente, entre eles a regulação do ato cooperativo.

Evento - Acompanhando pela primeira vez uma reunião do núcleo cooperativo do Centro-Sul, Thomas Domhoff, o novo CEO da Castrolanda se disse feliz com o bom número de participantes, pelo momento propício em que a reunião se realizou, às vésperas da eleição do novo presidente do Brasil, e pelo foco político colocado, inclusive com a presença de uma deputada eleita, compartilhando com entidades políticas representativas do sistema. O executivo também se disse muito satisfeito em ouvir as ideias do palestrante Rodrigo Casagrande em relação ao futuro, e a necessidade de se estar mais abertos à inovação e a cooperação. Isso, segundo ele, é essencial para mudar a cultura corporativista e cooperativista. As cooperativas agendaram para o mês de março de 2019 o novo encontro do núcleo Centro-Sul, tendo Sicredi Campos Gerais e Coopagrícola como cooperativas anfitriãs. 
 
(Imprensa Castrolanda)

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