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Energias Renováveis Projeto abre as portas para investimentos sustentáveis

23 Mai 2017
Em novembro do ano de 2016, foi apresentado para o Presidente da Castrolanda, Frans  Borg e para o Diretor de Operações, Marco Antonio Prado, um mapeamento das soluções em energias renováveis que poderão ser implementadas pela Castrolanda. O levantamento, realizado desde setembro de 2015, foi uma parceria da cooperativa com a equipe AGX Energia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e tendo como base o SEBRAE pelo Programa Sebraetec - Serviços em Inovação e Tecnologia, na modalidade aglomerados produtivos.

O mapeamento realizado apontou quais são as potencialidades de energia solar e também de energia eólica gerada pelo vento. Além disso, foi realizado uma análise do potencial de geração de energia através de biodigestores em 450 propriedades rurais. O projeto também focou em dois estudos de casos sobre a viabilidade técnica e financeira para a utilização de energia solar, eólica e biogás na Unidade Industrial de Carnes (UIC) e para o uso de biogás e biometano na Chácara Marujo do cooperado Jan Haasjes. Ao todo foram mapeadas 19 unidades industriais da Cooperativa dentre elas: as unidades de Beneficiamento de Leite, Beneficiamento de Batatas e Sementes, Beneficiamento de Grãos, Beneficiamento de Feijão, Unidade Industrial de Carnes e a matriz da Castrolanda.

Segundo Marco Prado, o projeto é bastante profundo e extremamente relevante para a cooperativa. "A riqueza do trabalho foi feito em parceria com o SEBRAE e nenhuma cooperativa tem o trabalho que mapeamos do potencial de consumo energético. Algumas oportunidades que iremos planejar são perfeitamente viáveis para o futuro que devem ser analisadas para aplicabilidade. Faremos escolhas que tenham o melhor custo benefício e que tragam a melhor alternativa de combinação das soluções energéticas", afirmou.

A apresentação do mapeamento foi realizada pelo especialista e consultor internacional em energia Claudio Lima. De acordo com ele, em anúncio sobre as pesquisas realizadas, a ideia é criar modelos que dê sustentabilidade e acompanhem o desenvolvimento do país. Assim como defende o consultor do SEBRAE, Roberto Janz. Para ele o custo da energia para as empresas ainda é muito alto e impacta diretamente nos processos e produtos finais. "Ciente disto a Castrolanda fez um amplo mapeamento para utilização de energias renováveis", afirmou. Janz relatou ainda que a relevância da utilização dos recursos do SEBRAETEC foi valorizar a preocupação que as empresas vêm dando à segurança energética em seus negócios. Para o consultor, por ser um projeto pioneiro, as ferramentas utilizadas podem ser ampliadas ou atualizadas e vão nortear o planejamento e os investimentos futuros na área de energia. Os investimentos foram divididos pelas entidades em que 20% dos investimentos em projetos de fomento à inovação e tecnologia ficaram sob a responsabilidade da Castrolanda e os 80% restantes dos recursos aos cuidados do Sebrae/PR.

Segundo o Coordenador de Engenharia da Castrolanda, Vinicius Guilherme Danieli Fritsch, esse projeto tem uma importância relevante principalmente por três motivos. O primeiro é que possui um objetivo econômico que foca na diminuição do valor da conta de energia. O segundo equivale a uma segurança energética, ou seja, os proprietários e as unidades geram a própria energia sem a preocupação com a oscilação de energia elétrica vinda da empresa fornecedora. Ou ainda pelo motivo ambiental de preservar e usar uma energia consciente.

Na avaliação final, entendeu-se que em biomassa o produto biodigestor e biometano devem ser personalizados para cada propriedade, devido a várias particularidades da região e de cooperado para cooperado. Além disso, deve-se possuir itens de automação para controle e monitoramento. Segundo Fritsch, o biodigestor promete um resultado, mas não há ferramentas para averiguar isso. Nesse caso, medir e controlar é preciso para mensurar o desenvolvimento, ver a qualidade desse funcionamento e para que o proprietário enxergue isso positivamente como um negócio em que se tenha uma renda que cubra os próprios gastos do biodigestor.

Já na energia eólica, os resultados apontaram que em unidades de grande porte esse tipo de energia não é viável. São elas unidades de 2 e 3 mega, muito comuns no Brasil. Já em unidade de pequeno porte de até no máximo 300 kw seria possível, mas são equipamentos que não possuem no país. Importar, como explica o engenheiro, é um pouco mais inviável, devido a assistência técnica e peças de reposição, mas ainda há possibilidade de aplicação.

Na energia solar, o caso é mais prático. "É uma das energias mais difundidas e simples de ser instalada. A situação agora é esperar o dólar abaixar para incentivar o uso. E o ideal é que a gente consiga o máximo de números de adesão para que seja feita a compra em conjunto com todos os cooperados e a taxa de entrega ser única, já que comprar da China é mais barato ainda do que comprar no Brasil", confirma Fritsch.

A ideia do projeto é continuar e instalar nas unidades e propriedades essas energias renováveis. Na avaliação do engenheiro, a adesão dos cooperados foi relativamente baixa. Para a aplicação, Fritsch planeja fazer um trabalho de estímulo e conscientização com os cooperados ou instalar os sistemas em algumas propriedades modelos para mostrar a eficácia do projeto para os demais.

No total foram doze etapas que passaram desde da definição de escopo até pesquisas e visitas técnicas, levantamento, construção de mapas e indicadores, simulações e um relatório final.

Quando construída, a UIC foi planejada desde o começo para garantir sustentabilidade. De acordo com o superintendente Ivonei Durigon, a unidade foi projetada pensando  nas soluções sustentáveis possíveis de serem economicamente viáveis e que atendam a critérios de necessidade do meio ambiente. Existe, portanto um sistema de captação de água da chuva e reuso de água tratada, sistema para tratamento de efluentes de última geração e alta eficiência. Já na área social, a Unidade realiza a aplicação de tecnologias para adequar os postos de trabalho, com a redução dos riscos ergonômicos e melhor qualidade de vida das pessoas, entre outros projetos.

Depois da análise do projeto de Energias Renováveis na UIC, a conclusão é a viabilidade para a implantação de biodigestor e planta de biometano e ainda este ano criar um relatório de sustentabilidade.

Chácara Marujo
Na Chácara Marujo foi realizado em um estudo de caso para analisar a viabilidade de geração de energia distribuída por biogás e biometano. A pesquisa constituiu em duas importantes etapas para moldar um resultado final. A primeira parte foi uma proposta de estudo e projeto de compensação energética para Geração Distribuída (GD). Ou seja, com a GD os proprietários podem gerar a própria energia elétrica através de uso de geradores, por exemplo. A análise levantou um novo projeto para instalação do grupo motor com capacidade de geração de 100% do consumo. Dessa forma, a ideia consiste em instalar uma nova estrutura para a geração da energia elétrica, e partir da combustão do biogás, de modo a operar em paralelismo permanente com a rede.

Na segunda etapa, a Chácara Marujo recebeu uma análise e um projeto de comercialização de biometano. Foi feito um Benchmarking, ou seja, visitas realizadas nos maiores cases de produção de biometano do Sul do Brasil. Entre elas as unidades do Paraná: o Condomínio Ajuricaba em Marechal Cândido Rondon, na UTFPR em Ponta Grossa, na Granja Haacke em Santa Helena e o Simpósio Maui em Curitiba. No Rio Grande do Sul foi visitada a Ecocitrus na cidade de Montenegro. Nessas visitas também foi constatado pelas equipes que existe um potencial de uso de biometano para frotas de veículos da própria cooperativa.

Concluindo as etapas, o projeto observou que a instalação de plantas de biometano, na realidade, só são viáveis em grande escala, além disso os cooperados com baixa produção de biogás não são indicados para esse tipo de investimento. Foi visto também que para garantir uma compra é preciso ter um volume estável de biometano para atingir a economia de escala.

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