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Carne Forte "O exemplo que eu vejo aqui alegra o Brasil"

24 Jul 2017
O elogio do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, à Unidade Industrial de Carnes da Intercooperação.

Vocês estão de parabéns, a planta é maravilhosa. Eu conheço algumas, mas igual a esta eu não tinha visto ainda. Parabéns pela decisão e pela coragem de fazer...Eu já fui sócio de frigorífico em Rondonópolis. Nós montamos um, com um grupo de 10 ou 12 produtores, nos cotizamos e cada um montou uma granja de 1.000 até 3.000 suinos. Ficamos 3 anos no negócio e tomamos um prejuízo bonito!... Quando vendia o pé não recebia a orelha, quando queria vender o pé não podia porque é só no carnaval que fazem feijoada e assim por diante. Até que apareceu um chinês lá, deu uns trocado para nós, a gente foi no banco pagou o resto que devia, e cada um pegou seu rumo...Então eu sei o que vocês sofrem!  

Foi com estas palavras, descontraído, bem a vontade numa conversa informal ao final da caminhada, que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, encerrou sua visita na planta da Unidade Industrial de Carnes das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, na manhã de 1º de junho.  

Antes disso, após ser recebido por Renato Greidanus, Frans Borg e Erick Bosch, presidentes das três cooperativas, o ministro acompanhado de membros de sua comitiva, percorreu por bom tempos várias dependências da indústria, recebendo do superintendente industrial Ivonei Durigon, informações sobre o funcionamento de cada setor.

O ministro ficou sabendo que toda planta foi projetada para permitir um espelhamento capaz de triplicar sua capacidade de operação, chegando a 10 mil suínos por dia. E a industrialização que está em 2.000 toneladas/ mês pode chegar a 15.000 toneladas, de acordo com a demanda. Blairo também viu a primeira linha de desossa contínua aérea do mundo de pernil suíno e a primeira linha comercial de paleta aérea, a exemplo do que existe apenas na Holanda.Ele soube que a intenção é dobrar a produção dentro de 5 anos, chegando ao abate de 6 mil cabeças/dia. Com isso, a taxa de empregos diretos vai subir dos 1.200 atuais para 2.500 postos de trabalho. O ministro foi informado (e gostou) que o modelo de negócios aplicado pelas cooperativas para dar origem à Unidade Industrial de Carnes –a intercooperação- garante alianças estratégicas em investimentos que oferecem ao cooperado uma alternativa rentável e estruturada no mercado.

Além de promover um dos princípios do cooperativismo operando juntas, as cooperativas ganham escala de produção e força nos mercados regional, nacional e internacional. Blairo Maggi foi informado que a marca Alegra está sendo exportada para 23 países e ganha visibilidade no centro do país, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, depois de conquistar o Paraná.  

O ministro recebeu das cooperativas algumas reivindicações, como abertura de mercado da Rússia e da China, que são grandes compradores de produtos suínos, mais a atualização da Norma 711 do Mapa, que regula aspectos técnicos de como produzir os animais e como regular a carne suína, ditando situações que não existem mais atualmente. Em resposta, informou que o ministério está trabalhando exatamente nessa direção, e que é preciso entender que os países compradores tem algum receio de ficar 100% na mão de um único fornecedor.

"O episódio da 'carne fraca'", detalhou Blairo, "acendeu sinais para alguns países, de que eles tem que fazer uma nova forma de compra de produtos, e isso criou um ponto de interrogação que nós teremos que daqui para frente trabalhar cada vez mais. Não apenas nos concentrando em alguns grandes mercados, mas pulverizando nossos mercados. Tem muitos mercados que nós não atuamos ainda e o empresariado brasileiro e o governo precisam sair para vender". Como último ato na fábrica, o ministro inaugurou uma placa na entrada da Unidade Industrial de Carnes onde fica registrada sua visita e os cumprimentos das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Em entrevista à imprensa logo a seguir, Blairo Maggi voltou a ser enfático sobre o que viu na visita à Unidade Industrial de Carnes afirmando: "Trata-se de uma planta muito moderna, que tem muito tempo pela frente para ser competitiva dentro e fora do Brasil. Então temos de ressaltar o caráter empreendedor dessa junção das cooperativas, especialmente de seus dirigentes. Porque é um risco um investimento grande desses. Eles estão com 50% da capacidade sendo utilizada hoje, e devem ampliar, o que é bom para o Paraná e para o Brasil.

É a mais moderna que eu tive oportunidade de visitar até agora. É uma planta que indica o caminho a ser seguido, cada vez mais automatizado, com as pessoas interagindo mais com as máquinas e menos com os produtos, onde a chance de contaminação é sempre bem menor. O exemplo que eu vejo aqui é um exemplo que alegra o Brasil, que faz com que a gente busque ser cada vez melhor, mais produtivo, com produtos mais confiáveis no mercado mundial. Esta indústria, por suas características, pela união de 3 cooperativas que se juntaram para o empreendimento, é um exemplo de vanguarda no Brasil. E o que interessa é o resultado final que é o ganho para o produtor rural, que é a parte mais importante desse processo".  

"A manifestação do ministro sobre a planta com a percepção dele e dos técnicos que o acompanharam demonstrou que nossa indústria está dentro do que o Ministério busca para os alimentos. Estamos colocando alimento na mesa das famílias, tecnologias, controles, regras, normas e legislações que estamos procurando cumprir a cada dia. Por isso já estamos exportando para 23 países. O ministro gostou do que viu, e reconheceu a corgem das cooperativas em fazer um investimento como esse em época de crise".
Ivonei Durigon - Superintendente Industrial

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