Aromas e sabores da carne ovina conquistam cada vez mais espaço na gastronomia brasileira e com o mercado extremamente comprador a Cooperativa Castrolanda fomenta a produção no campo. É uma atividade relativamente nova na Cooperativa. São aproximadamente seis anos de um trabalho intenso de estruturação de toda a cadeia produtiva. É um setor que não necessita de grandes investimentos e que complementa a atividade dos nossos associados.
ATIVIDADE - Na Castrolanda cerca de 30 cooperados trabalham com a ovinocultura. Os produtores investem constantemente em genética especializada para carne, obtendo cordeiros com excelente padrão de carcaça e de cortes especiais. A genética, aliada a um rigoroso controle sanitário e nutricional conferem ao cordeiro Castrolanda um diferencial no mercado de carnes e segurança alimentar ao consumidor. É uma atividade que agrega valor na propriedade principalmente para os agricultores que tem áreas ociosas no inverno.
PRODUÇÃO – A oportunidade de transformar pastagens em carne é bem vista pelos produtores. Nos últimos anos a Castrolanda concentrou forças na abertura de mercados. O maior foco foi desenvolver mercado para o produto e para os produtores, apesar de organizados em forma de cooperativa precisaram investir na atividade sem muita orientação técnica, devido à falta de tradição e de profissionais especializados nesta área.
PLANTEL - O plantel da Coooperativa Castrolanda hoje reúne mais de 5.000 matrizes. Para atender a demanda regional necessitaria de 15 mil matrizes. Com o fomento da produção a Castrolanda disponibiliza insumos que vão desde linhas de crédito específicas para a ovinocultura como rações para estes animais, atendimento de técnicos profissionalizados na área, prontos para dar suporte ao produtor no campo. Quanto maior for a escala de produção em torno de uma cooperativa, menores serão os custos para todos.
SISTEMA DE GESTÃO - Com o incremento da produção o setor de ovinos na cooperativa acompanha a demanda de campo. Desde junho/2011 a Cooperativa conta com um novo técnico na área para dar suporte com ênfase na gestão técnica e econômica da atividade. O atendimento clínico permanece de forma terceirizada. A estruturação da assistência técnica visa melhorar os índices zootécnicos e econômicos (número de cordeiros desmamados por ovelha por ano) melhoramento genético, nutrição, ganho de peso e padronização de cordeiros para abate).
MANEJO - Um ultrassom também foi adquirido pela área para diagnóstico de prenhez em ovelhas. O aparelho está disponível par todos os cooperados. O diagnóstico de prenhez é muito importante, pois torna possível a redução dos custos com velhas vazias e pode-se controlar o nascimento de cordeiros, programação de vacinas e alimentação, além de organizar o abate e a comercialização.
NUTRIÇÃO – Outro elo da cadeia produtiva dos ovinos que recebe investimentos é a nutrição. Atenta as novas tecnologias a Castrolanda que já possui insumos necessários para a atividade inclusive ração e mineral para todas as fases de produção já avalia uma alimentação específica para padronização de carcaças e precocidade de abate. A dieta é composta por uma ração peletizada e grão de milho inteiro, sem adição de volumoso.
MELHORAMENTO GENÉTICO – Os cooperados da Castrolanda estão investindo no melhoramento genético do rebanho, com o uso de reprodutores melhoradores para partos gemelares e ganho de peso dos cordeiros e rendimento de carcaça. Os cooperados hoje tem fêmeas para reposição e reprodutores de excelente qualidade e sanidade para atender a demanda de produtores interessados em iniciar ou aumentar o plantel de ovinos. Ainda em genética, o setor participa na Arco (Associação Nacional de Ovinocultores) de um projeto piloto para valorização do plantel.
FOMENTO DA PRODUÇÃO – A Cooperativa disponibiliza várias linhas de financiamento para ampliação de matrizes e custeio. Os pequenos produtores podem acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), pois já foi uma atualização de planilhas de viabilidade da atividade junto a Emater. Para os demais produtores de acordo com a necessidade e projeto técnico, o financiamento pode ser feito direto e junto ao Banco ou na Castrolanda, de acordo com o cadastro de cada cooperado.
CARNE - O cordeiro é o ovino jovem com idade até cinco meses. A carne de cordeiro se destaca pelo alto valor nutritivo, moderado nível de gordura, maciez, fonte de vitaminas do complexo B, proteínas, ferro, fósforo, cálcio e potássio. Quase todas as partes do cordeiro são aproveitados com pratos e receitas especializadas.
Segundo dados divulgados o consumo de carne de cordeiro no Brasil é de 700 gramas por habitante/ano. A média mundial de consumo de carne de cordeiro é de 4,7 quilos por habitante/ano.
A marca da Castrolanda comercializa diferentes tipos de cortes como: carré francês, pernil, costela, paleta, entre outros cortes. A entrega é garantida o ano todo, com a mesma qualidade e padrão dos cortes, com peças embaladas a vácuo com a marca Cordeiro Castrolanda, o que facilita o preparo.
CONSUMO CRESCENTE - De acordo com dados da SEAB, na última década houve um crescimento na demanda pela carne ovina, predominantemente as carnes de animais precoces, (até 30 kg de peso vivo) especialmente entre a metade do ano passado e o primeiro trimestre de 2011. Houve redução das importações de carne do Uruguai, maior fornecedor formal do Brasil e o consumo tem sido crescente, na medida e na proporção que as pessoas vêm descobrindo o verdadeiro sabor da carne ovina. Foi constatado que os produtores, técnicos e o segmento industrial, não estão dando conta de atender a forte demanda pela carne ovina, mesmo tendo preços atrativos e tendo um grande mercado ainda não explorado.
ABATE - O abate dos cordeiros é feito em parceria com o Frigorífico Irmãos Nuzda em Castro, que atua no mercado de carnes há mais de 10 anos e inspecionados pelo Serviço de Inspeção do Paraná (SIP/POA). O cordeiro é abatido com idade aproximada entre 90 a 150 dias e peso vivo de 35 a 40kg. Os animais fornecem carcaça de 16 a 18kg e garantem um elevado índice de maciez, sabor e moderado nível de gordura, o suficiente para garantir uma leve cobertura da carcaça.
O atual rebanho dos cooperados já não é suficiente para atender a demanda de mercado. Com o fomento da produção a Cooperativa estima que em 2015 as matrizes cheguem a 15 mil, permitindo o abate de 15 mil animais/ano.
O Frigorífico já está sendo ampliado para atender as necessidades da Castrolanda. Os investimentos estão feitos para o aumento da capacidade de cortes, estocagem, além da possibilidade de desenvolver outros produtos e subprodutos.
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